top of page

Escolas brasileiras devem abordar educação ambiental nas salas de aula

  • 14 de ago.
  • 3 min de leitura

A medida passa a valer a partir de 2025 em todo o país



A partir de 2025 as escolas brasileiras devem trabalhar em sala de aula os temas mudanças do clima e proteção da biodiversidade. De acordo com a lei, as escolas devem estimular os estudantes a participar de ações de prevenção e diminuição das mudanças climáticas. A norma foi sancionada em julho deste ano. Desde então, os estabelecimentos de ensino passaram a ter quatro meses para se adaptarem às novas diretrizes. A advogada e vice-presidente da Comissão do Pacto Global da OAB/PR, Izabella Alonso Soares, explica que implantar essa prática nas escolas pode ser uma boa oportunidade para começar a trabalhar com a agenda ESG.


"Muitas instituições já fazem muitas coisas e, a partir delas, busquem sistematizar esse assunto dentro da instituição com um grupo de trabalho. Um comitê é muito legal trabalhar esses assuntos porque ele permeia diversas áreas da instituição. Ele vai da área de compras, professores, ele impacta quem cuida dos processos internos. Então, é um envolvimento de diversas áreas, trazendo esses assuntos para trabalhar aquilo que já se reconhece como positivo. É um caminho interessante para começar essa jornada. É uma jornada contínua, ela é longa, ela é desafiadora, ela enfrenta questões culturais muito fortes, mas ela é necessária, ela não tem, é um caminho que a gente precisa e ela é de todos e para todos."


De acordo com a advogada, essa lei é importante para que a sociedade se torne mais crítica, além de ser relevante por proporcionar para uma formação diferenciada desses alunos.


"A gente tem um gap muito forte em relação à necessidade que o mercado tem para esses profissionais estarem com uma visão para trazer essas soluções novas, que essa nova geração é mais potente que as outras gerações que foram criadas em outros modelos, com menos conexão com essas responsabilidades. É um diferencial essencial para o mercado de trabalho se adaptar. Eu vejo também como uma oportunidade de uma educação potente, trazer mais uma forma estruturante a natureza para o dia a dia das escolas também é extremamente importante. E a sociedade para agir de uma forma mais crítica, mais consciente do seu papel enquanto cidadão."


A Escola Parlenda, de instituição infantil em Curitiba, implantou um comitê que além da questão ambiental, engloba todo o tema ESG, que também inclui questões sociais e de governança. A diretora do colégio, Sonia Sillas, explica que esse grupo facilitou o aprimoramento das ações que já eram feitas.


"Desde a nossa fundação, a educação ambiental sempre foi parte do nosso fazer educativo. Já em 2024, com a criação de um comitê específico, nós conseguimos sistematizar e documentar essas práticas em um formato mais estruturado. Isso nos permitiu não apenas comunicar o melhor impacto de nossas ações, o que estava acontecendo, mas também alinhar nossas iniciativas aos requisitos legais de forma orgânica e eficiente. Com a formalização dessas práticas num relatório de sustentabilidade, agregamos mais valor ao que a gente já fazia e o que era vivido como prática sustentável."


Entre essas atividades que começaram a ser feitas, estão a Feira de Orgânicos de produtores rurais, a prática da “Segunda Sem Carne” e a gestão responsável da água.


"As crianças e as famílias têm respondido de maneira muito positiva as iniciativas de sustentabilidade da escola. A conexão com esse mundo natural tem permitido que as crianças se sintam mais conectadas consigo mesmas, o que de fato é uma das maiores necessidades. Que na escola a gente observa que tanto as crianças quanto os adultos eles valorizam as coisas sim e demonstram uma crescente responsabilidade ecológica. Isso se reflete em atitudes conscientes no dia a dia, como cuidado com o ambiente, o respeito pelas práticas sustentáveis que promovemos."


O relatório divulgado pela escola mostra como a implantação da agenda ESG impacta a sociedade. Desde a criação do comitê, por conta da gestão responsável de resíduos, foram geradas duas toneladas de carbono e foi evitada a emissão de mais de seis toneladas de CO2 na escola.

 
 
 

Comentários


bottom of page